Os americanos fizeram história ao eleger Barack Obama como o 44° presidente do país. Pela primeira vez na história um negro assume o cargo maior dos Estados Unidos. Mesmo antes do fim da apuração, o candidato republicano, John McCain, admitiu a derrota e, em um pronunciamento feito em Phoenix no Arizona, pediu aos seus eleitores apoio incondicional ao novo presidente.
Falando pela primeira vez como presidente eleito, Obama discursou em um parque de Chicago para milhares de pessoas. “A mudança chegou à América”, disse, acrescentando que o país é dos negros, dos brancos, asiáticos, latinos, gays, héteros, etc.
A vitória do candidato democrata deve muito ao apoio conseguido em estados como Flórida, Ohio, Pensilvânia e Califórnia, que sempre tem sido determinantes na história eleitoral dos EUA. Obama também venceu em Virgínia, que tem 13 votos no colégio eleitoral e que é tradicionalmente um território republicano - desde 1968 os democratas não venciam no estado.
Outro triunfo dos democratas foi nos grades estados do país, como Maine, Vermont, Massachusetts, Conneticut, Delaware, Maryland, New Hampshire, Nova Jersey e Nova York, além do distrito de Columbia - onde está a capital, Washington D.C. - e Illinois, estado pelo qual Obama se elegeu senador.
McCain, apesar de ter mantido suas esperanças ao longo da madrugada, em virtude de vitórias importantes principalmente em estados do sul, como Tennesse, Alabama, Arkansas, Carolina do Sul, Geórgia e Texas, reconheceu a derrota ainda antes do fim da apuração.
George W. Bush também reconheceu a vitória de Obama, a quem ligou logo depois da oficialização do resultado. Bush disse que o presidente eleito está “prestes a começar uma das maiores viagens de sua vida.
Vários líderes mundiais também parabenizaram Obama por sua vitória. Um dos primeiros, o presidente francês Niclas Sarkozy destacou a “vitória brilhante” do democrata. A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu união entre os EUA e a União Européia. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, destacou os “valores progressistas” do presidente eleito.