12 jun2012

 

Chegou ao fim o TEDx Rio+20, evento paralelo à Rio+20  cujo mote principal é ‘espalhar ideias’.  Cerca de 30 nomes nacionais e internacionais falaram para um auditório sempre lotado em 1 dia e meio de palestras, fora o público que facilmente pode chegar aos centenas de milhares se acessarem gratuitamente cada uma das apresentações pelo próprio site do TEDx Rio +20.  Com pequenas variáveis na abordagem, a principal preocupação atual ganhou voz: como conseguir produzir energia limpa para as gerações futuras, evitando um cataclisma ambiental como o que (parece) estar prestes a acontecer? Boas ideias não faltaram e se depender do que se ouviu no TED, a humanidade pode ter esperanças.

 

A estrutura onde acontecem os eventos paralelos à Conferência das Nações Unidas, como o próprio TEDx Rio+20, Gescom e Prêmio –E, todos produzidos pela OSC, foi erguida sobre a bela paisagem do Forte de Copacabana. Com o tempo inconstante e o vento forte, de dentro do auditório onde aconteciam as palestras podia-se ouvir o mar agitado batendo nas pedras, o que conferia ao evento um típico ar carioca, de quem tem a praia como quintal. Toda feita de andaimes, não era propriamente a estrutura que uma pessoa com medo de altura se sentiria confortável em andar. O mau tempo do primeiro dia também não ajudou muito, chovendo dentro do prédio e alagando os banheiros. Para passar da Capela- Espaço da Humanidade  onde rolava a II Gescom, para o Auditório da Humanidade onde acontecia o TEDx, era preciso descer toda a escadaria, dar a volta no corredor e subir uma rampa. Malhação intensa. Para se chegar ao terraço fazia-se caminho parecido, tornando a coisa toda um pouco desconfortável, ainda mais com a chuva que caiu forte na tarde de segunda.  Também não havia muita sinalização disponível, porém, um pessoal bem treinado era capaz de orientar os mais perdidos e sem senso de direção. Os pontos negativos acabam por aí. O Espaço Capela era de uma beleza de fazer cair o queixo,  bem servido de café, água e biscoitos para todos. O Auditório tinha cadeiras confortáveis, som na altura certa e ar condicionado idem, sem nunca estar muito quente ou muito frio. De qualquer lugar se tinha uma ótima visão do palco. A arquibancada em forma de escada não atrapalhava os mais baixinhos nem nas últimas fileiras.O wi-fi aberto não conectava facilmente, mas com lotação esgotada – cerca de 400 lugares – e vários laptopos, notebook e tablets disputando a rede era de se esperar uma conexão mais lenta. Nada que atrapalhasse o clima de união e ‘esperanças por um mundo melhor’  que reinava no ambiente. Durante as palestras, que devem ter duração máxima de 18 minutos, não se ouvia nenhuma conversa, com todos demonstrando muito respeito ao próximo e ao convidado palestrante. Seria bom encontrar tanta educação e civilidade nos cinemas cariocas também. Muitos foram aplaudidos de pé, como Marina Silva que falou sentada.

 

Hans Donner – “Steve Jobs foi o homem mais brilhante em tecnologia e design dos últimos tempos”, Helio Mattar- “Vivemos na sociedade da insatisfação permanente”, Eleonor Luzes – “O conceito de família foi criado na França há somente 200 anos” e Jessica O. Matthews – “ A Sustenabilidade pode e deve ser divertida” foram alguns dos destaques do primeiro dia.  Jarbas Agnelli com o vídeo ‘The City of Samba’ e uma orquestra de cordas que tocou ao vivo, Garbos Maté um psiquiatra viciado em música clássica e Laurence Kemball- Cook com sua plataforma armazenadora de energia, o Pavegen, foram alguns dos destaques do segundo e último dia.

 

Acompanhe no site as matérias que iremos soltando sobre tudo que aconteceu no Tedx Rio+20, Gescom e Prêmio-E.

 

(Julia Ryff – redação OSC)

 

 

 

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